quinta-feira, junho 05, 2008
segunda-feira, junho 02, 2008

Este vindeiro venres 6 de Xuño terá lugar en Vigo unha moi interesante charla-coloquio do destacado eurodeputado socialista portugués Paulo Casaca
"A liberdade e o Gran Oriente Medio"
terça-feira, maio 27, 2008

Repensar Europa
Por Joaquín Estefanía
Di Le Monde que Nicolas Sarkozy promove a candidatura de Felipe González para presidente da Unión Europea (UE), e pódese engadir que José Luis Rodríguez Zapatero apoia a idea. Pola contra, a sensación é que o ex presidente de Goberno español está esperando o mellor momento para anunciar a súa "non candidatura" a ese posto e despexar as especulacións. Mentres os fíos se tecen, González traballa como presidente do grupo de reflexión sobre o futuro de Europa, creado polo Consello Europeo na súa reunión do pasado decembro. Ademais de González, que foi nomeado por unanimidade, hai dous vicepresidentes: a ex xefe de Estado de Letonia, Vaira Vike-Freiberga, e o ex presidente da multinacional finlandesa Nokia, Jorma Olilla. O resto do grupo, ate 9 ou 10 membros, formarase con científicos, tecnólogos, economistas, expertos en inmigración ou enerxía, etcétera. Nos meses transcorridos deuse unha especial resonancia, pola forma de traballar e os obxectivos que se propoñen, entre o político González e o empresario Olilla, que xa se reuniron en varias ocasións. Dentro duns días, González trasladará o seu despacho principal á sede do madrileño palacio de Viana, propiedade do Ministerio de Asuntos Exteriores, onde exercerá as dúas actividades que ten encomendadas: a presidencia do grupo de reflexión europeo e a de embaixador plenipotenciario para os bicentenarios de América Latina. Para a primeira contará coa axuda do ate agora embaixador de España en Washington, Carlos Westendorp, xa xubilado, moi bo coñecedor da Unión Europea. Na segunda tiña como apoio a outro embaixador, Pipo Dicenta, pero ven de deixar a súa función para incorporarse á Unión Latina. Ate onde se coñece, o grupo de reflexión da UE armará o seu prognóstico (que ten que entregar en xuño de 2010, coincidindo coa presidencia española) en torno a cinco eixes.
O primeiro, a Axenda de Lisboa, que trata de facer de Europa a zona máis competitiva do planeta: por que, con algunhas excepcións, Europa non avanza máis na sociedade do coñecemento e no investimento en capital tecnolóxico.
O segundo, o modelo enerxético e o cambio climático: só cos compromisos que Europa adquiriu no que se refire á redución de gases de efecto invernadoiro, requiriríase unha revolución enerxética da que non hai nin rastro; ademais, están os problemas xeoestratéxicos de abastecemento nunha rexión moi deficitaria en enerxía.
En terceiro lugar, unha reflexión sobre o modelo social, sinal de identidade europea: como financialo nunha conxuntura demográfica desfavorable e con déficit de competitividade en relación a outros conxuntos rexionais.
Cuarto, a política migratoria europea nun momento no que se empeza a manifestar o embrión dun modelo alternativo, restritivo, ao que se utilizou ate agora consistente na recepción e integración dos inmigrantes, poñendo a énfase nos beneficios da súa chegada, non nas dificultades de seu acomodo.
Por último, a determinación dunha política exterior e de seguridade común, cando o planeta se enfronta a problemas vinculados non só ao terrorismo internacional senón a redes mafiosas e criminais moi potentes, que non teñen fronteiras e cuxa actividade ocupa porcentaxes crecentes da actividade económica. A estes puntos, que tratarán de compoñer un discurso estratéxico sobre un proxecto común (non un estudo teórico de miles de páxinas), poderíanselles unir algunhas das obsesións europeístas de Felipe González, polas que seguramente foi escollido polos xefes de Estado e de Goberno dos vinte e Sete. Por exemplo, as fronteiras da UE e o caso de Turquía. O español sempre creu, máis alá das declaracións duns e outros, que pasará moito tempo antes de que Turquía sexa un membro máis da Unión. Polo tanto, deberá de encontrarse unha folla de ruta que teña en conta este feito. Turquía debería aproveitar a mala conciencia europea para lograr un acordo especial coa UE o máis amplo posible; por exemplo, usar o euro como moeda aínda que non teña liberdade de movemento de persoas. Cando os europeos estean acostumados a compartir experiencias cos turcos, haberá outro ambiente psicolóxico e poderanse abordar novas cotas de participación conxunta.
El País 26.05.08
segunda-feira, maio 19, 2008

As costas de Europa desde o ceo
As costas de Europa desde o ceo 1
As costas de Europa desde o ceo 2
As costas de Europa desde o ceo 3
As costas de Europa desde o ceo 4
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sexta-feira, maio 16, 2008

O Fórum para a Liberdade do Médio Oriente de Berlim e o "Stop the Bomb" (parem a bomba) de Viena promoveram, nos dias 2 e 3 de Maio, conferências sobre a ameaça de holocausto nuclear da teocracia iraniana. Organizações Não Governamentais recentes, nascidas da rejeição da ameaça neonazi da teocracia iraniana e da defesa do direito à existência de Israel e dos judeus – como de todos os países e de todos os povos – a sua característica básica comum é a de serem formadas por jovens vindos de organizações de esquerda – e mesmo de esquerda radical – em ruptura com a contemporização dos seus Estados Maiores com o fascismo religioso e nacionalista no Grande Médio Oriente.
A esquerda dos princípios e dos valores é uma esquerda que preza a vida, a liberdade, a tolerância e a solidariedade como valores supremos e que não se pode remeter a plataformas saídas de intrincados raciocínios sobre poderes e relações de força. Durante muito tempo a manipulação dos árabes da Palestina pelas autocracias da região, com a cobertura mediática e estratégica ocidental, transformaram aquilo que não é mais do que uma das manifestações de intolerância contra as minorias, numa luta entre espoliados de terras e de nacionalidade contra um impiedoso opressor. As limpezas étnicas que foram depurando todo o Grande Médio Oriente, primeiro de judeus, mas depois de cristãos, de Druzos, de Bahai, de curdos, de turcomanos, de yazedis e de tantos outros, o extremismo nacionalista árabe primeiro e o fanatismo islâmico depois, foram menorizados na sua ameaça e sistematicamente desculpados como "reacção à agressão sionista" ou qualquer outro disparate do género, ou ainda pura e simplesmente assumidos como custos naturais e inevitáveis do petróleo e do mercado.
Quando os dirigentes iranianos começaram a negar a verdade do Holocausto, a conspirar com os neonazis europeus na perseguição dos judeus, dos seus opositores ou mesmo – como aconteceu comigo – dos dirigentes políticos europeus que se lhes opõem, a proclamar o esmagamento do Estado de Israel, aí finalmente houve quem entendesse que se tinha ido longe de mais na desculpabilização do fascismo islâmico. Parte da velha esquerda parece ter sucumbido ao apelo do petróleo, utiliza a retórica do multicultaralismo para esconder a intolerância étnica, cultural e religiosa, e não se distingue por isso do que sempre foi a direita dos interesses em quem repentinamente descobre virtudes antes desconhecidas. A luta contra o fascismo religioso é a luta pela libertação dos povos do Grande Médio Oriente, a começar naturalmente pelo mundo árabe. Quem oprime o mundo árabe não é Israel ou o sionismo, são exactamente aqueles que em nome da defesa da sua religião pretendem mantê-lo acorrentado a mitos e práticas profundamente reaccionárias.
Como dizia o manifesto de um movimento britânico também presente na conferência, o "Democratiya": "Sectores da esquerda deixaram-se remeter a um canto incoerente e negativo do "anti-imperialismo" perdendo contacto com os valores tradicionais democráticos, igualitários e humanistas".
E mais adiante:
"Democratiya defende as bandeiras das revoluções democráticas dos séculos XVII e XVIII. Essas ideias tornaram-se a herança de todos pelas revoluções social-democratas, feministas e igualitárias dos séculos XIX e XX".
Recentemente, o Bloco Nacionalista Galego sofreu uma cisão exactamente pelo carácter xenófobo e anti-semita da pretensa posição anti-imperialista da direcção do bloco. Pouco a pouco, vai-se erguendo uma nova esquerda, e eu creio que neste princípio de Maio, entre Berlim e Viena, ela se tornou imparável.
segunda-feira, maio 12, 2008

Dignificar o Parlamento Europeu
Por Paulo Casaca
Foi com natural satisfação que recebi o apoio dos meus colegas da Comissão do Controlo Orçamental para desempenhar as funções de relator para as contas do Parlamento Europeu, cuja aprovação ocorrerá em Abril de 2009. Na sequência da divulgação parcial do trabalho de auditoria interna sobre o funcionamento do sistema de pagamento das remunerações dos colaboradores directos dos deputados europeus – apontando falhas importantes de funcionamento bem como indícios de abusos pontuais do sistema – as contas parlamentares passaram a estar no centro das atenções. É quase sempre assim, só se consegue ser notícia pelas más razões, e diga-se em abono da verdade que os parlamentos, todos eles, são fonte permanente de desconfiança que tem plena justificação no facto de os patrões do parlamento serem os cidadãos.
Na realidade o Parlamento vive na base de um sem número de regras avulsas que resultaram da satisfação de equilíbrios diversos entre os Estados Membros mas que tolhem significativamente o seu bom funcionamento e propiciam situações que deveriam ser dispensáveis. O Parlamento Europeu tem três sedes oficiais – Luxemburgo, Bruxelas e Estrasburgo – fruto de equilíbrios passados de influência e de interesses entre os Estados fundadores, mas em compensação não conseguiu nunca ter um estatuto próprio para os seus membros consentâneo com a sua eleição directa pelos cidadãos e correspondente independência face aos parlamentos nacionais de que emanou até há três décadas atrás. Se os deputados não têm estatuto – são pagos pelos parlamentos como se fossem deputados nacionais, embora não usufruam de todos os privilégios desse estatuto – os seus colaboradores menos ainda, sendo que são os deputados que são supostos ser a sua entidade patronal e agir em conformidade.
Para além disso, dada a ausência de estatuto europeu, foi criado um fundo de pensões voluntário largamente financiado pelo orçamento europeu e que exige contribuições particulares bastante elevadas no qual eu, por exemplo, não participo. As regras relativas a despesas gerais e a pagamentos de viagens são, por sua vez, de interpretação ambígua e vieram a constituir fonte permanente de críticas e desconfianças. Depois de um processo que demorou décadas, chegou-se finalmente a um acordo em matéria de estatuto de deputados que – se não houver mais derrapagens de última hora – deverá entrar em vigor na próxima legislatura, estatuto que está longe de ser ideal, de aplicação faseada e com excepções, mas que, do meu ponto de vista, corresponderá sem dúvida a um importantíssimo avanço.
Trata-se agora de saber se o mesmo acontecerá para os colaboradores dos deputados. Até aqui, tem sido a Bélgica – país onde na prática se situa a generalidade do nosso trabalho – que tem travado qualquer solução, pela simples razão de que acha que pode perder impostos e contribuições para a segurança social se vigorar um sistema europeu e não um nacional.
Para além disso, dever-se-á encerrar o fundo voluntário de pensões e deverão ser modificadas as regras relativas a viagens e às chamadas despesas gerais. Saber se se vai ou não conseguir materializar este conjunto de transformações é contudo uma incógnita, porque há sempre a possibilidade de interesses particulares – tanto dentro do Parlamento como em qualquer das instituições – arranjarem forma de descarrilar o andamento do processo.
Pela minha parte, agradeço a confiança que os meus colegas depositaram em mim e vou fazer o meu melhor para que as reformas previstas venham todas a ser bem sucedidas, para que o Parlamento Europeu que virá a ter agora novas tarefas e responsabilidades possa estar à altura dos desafios que enfrenta.
sexta-feira, maio 09, 2008

terça-feira, maio 06, 2008

Camilo Nogueira
Neste ensaio trátase da construción da UE como unha institución orixinal que revoluciona o carácter dos Estados que integra.Defróntase agora a UE aos desafíos do pleno recoñecemento da diversidade nacional e da presenza no mundo como potencia civil pola paz, a xustiza e os dereitos humanos. A súa acción pode constituír un soporte político obxectivo para os movementos altermundialistas.

segunda-feira, maio 05, 2008
"GALIZA NA UNIÓN. A PORTA ATLÁNTICA" e "EUROPA, O CONTINENTE PENSADO".
Na Fundación Caixa Galicia (Rúa do Vilar 19 - Compostela)
domingo, maio 04, 2008

quinta-feira, abril 17, 2008
terça-feira, março 25, 2008

Repensar Europa dende Galiza
Recentemente o Parlamento Europeo estivo de aniversario, 50 anos facía a que din é a única cámara de representación supraestatal de designación directa por parte da cidadanía.
A ninguén se lle escapa que o proceso de construción europea leva un par de anos en stand by, produto en grande medida do rexeitamento ao Tratado de Constitución Europea por varios dos países centrais na UE, países fundadores como Francia ou os Países Baixos. Neste tempo mesmo se produciron retrocesos e houbo quen aproveitou a parálise da Unión para recuperar espazos que, mal que ben, a Unión Europea fora quen de conquistar; falamos por exemplo do simpático presidente francés, e da política exterior da UE.Pero vaiamos ao que nos ocupa. Como se percibe Europa, a Unión Europea, dende Galiza? Pois ben, estritamente falando non hai visión contrutiva de Europa dende Galiza. A única percepción ten sido a dunha administración allea dende a que –sen un rol colectivo activo- recibíamos unha de cal e outra de area. No “debe” están as políticas que cada certo tempo incidían e inciden negativamente nos intereses galegos: agricultura, pesca, sector naval, etc. Obviamente o que máis debería pesar neste “debe” non son os efectos negativos en si, senón e sobre todo, a imposibilidade de codecidir sobre os mesmos dende o punto de vista colectivo, como galegos. No “haber” sería absurdo esquecernos dos fondos europeos, á volta do 6% dos ingresos orzamentarios galegos nos últimos exercicios, en grande medida destinados a investimento público. Mesmo o Euro, a pesares da súa asociación co incremento do custe da vida, é xa unha realidade incuestionábel que moitos cidadáns valoran positivamente pola estabilidade que aporta a aspectos que lles afectan directamente como son os tipos de xuro.Sen embargo e ao igual que na maioría dos países e estados europeos, non semella existir en Galiza unha vontade social forte e explícita de construir Europa. A responsabilidade aquí procede do xa moitas veces suliñado intento político de construír Europa unicamente de arriba a abaixo e non ao revés. É esta a grande asignatura pendente da Unión Europea xa que poucas políticas, quizais coa excepción dalgunhas iniciativas como o programa Erasmus, resultaron efectivas para levantar Europa dende as bases.Pero ao decisivo déficit anterior en Galiza úneselle outro con impronta propia que é necesario suliñar. No noso país falla tamén o compromiso político para con Europa.Os dous partidos de obediencia estatal están afectados do mesmo mal que os romanos lle supoñían ao río Limia, o mal do esquecemento. Cada vez que traspasan as fronteiras estatais os representantes destes partidos esquécense de Galiza, como imaxinario colectivo na construción europea, e substitúena polo imaxinario “España”, reforzando dese xeito o carácter estatal da UE. Este esquecemento actúa nos dous planos, no dos intereses materiais dos galegos, pero tamén no plano do aporte galego á construción europea.En canto ao nacionalismo galego o mal que lle afecta é de natureza distinta. A visión de Europa dende o nacionalismo galego está estancada nunha lagoa onde conflúe, por unha banda, unha visión antisistema do proceso de construción europea -no que son preponderantes os aspectos antisociais do mesmo- e pola outra, unha visión á defensiva ao respeito das políticas recibidas nos últimos anos. Ámbalas dúas correntes teñen a súa razón de ser e potentes argumentos, pero esquecen aqueles aspectos positivos que comprende a Unión Europea. A maiores, o nacionalismo galego contemporáneo, a diferenza dos seus predecesores e doutros do noso contorno, non foi quen de visualizar un elemento que debería ser estratéxico na súa acción. Eu resumiríao na seguinte frase: “case todo o que deba ou teña que facer o Estado pódeo facer Europa”.A idea de Europa necesita un impulso que se debe sustentar naqueles elementos que a maioría social europea considera positivos e que identifican a Europa no mundo. O primeiro, o modelo do Estado de Benestar, cuestionado polo Neoliberalismo pero cun fortísimo ancoraxe político e social, que é necesario defender e potenciar en todo o continente. O segundo, un modelo socioeconómico en xeral máis respectuoso co medio ambiente (e que nos saca as cores de cando en vez con multas e sancións de índole diversa). O terceiro, un contrapeso nas relacións internacionais aínda máis hipotético que real, pero necesario nun mundo amenazado polo unilateralismo e o desorde colectivo. Sería absurdo pensar que, dende o punto de vista institucional, se pode alcanzar neste último ambito un rol semellante dende Galiza ou España.Como galegos é posíbel contribuir a Europa sen tutelas de ningún tipo, unha contribución sustentada na nosa propia realidade nacional e que chega até onde saibamos pensar o noso propio país. Faise necesario repensar Europa dende Galiza e como galegos. Necesítao Galiza, como unha das vías naturais de apertura ao mundo; e necesítao Europa, como alternativa institucional ás grandes amenazas e problemas mundiais; alternativa imperfecta, por suposto, pero real e efectiva.
Artigo publicado en Vieiros
quarta-feira, março 12, 2008

Dende o comezo da súa andaina, a Fundación Eugenio Granell brindou o seu espazo a prestixiosos artistas galegos, que nun momento concreto do seu traballo, ou na totalidade da súa obra, sentiron unha forte vinculación coa ética e a estética do surrealismo. A proposta de Xurxo Oro na Fundación Eugenio Granell, creada ó abeiro da grande potencia do signo escultórico utilizado, brinda unha descarnada reflexión sobre a violencia creada na nosa contorna cotiá. O corpo humano e a súa fragmentación, é o vehículo plástico utilizado para crear esta mostra, cobrando na obra do artista entidade de idea estética en si mesma, e medio válido de transmisi
ón de significado na actualidade. As sociedades xeradas polas democracias europeas no tempo do tardo capitalismo, a Europa da abundancia, preséntansenos como un corpo doente, lacerado por feridas abertas aínda sen estiña, como a criminalización da inmigración, a violencia de xénero, ou a violencia exercida contra a infancia, resultando pois a mostra, dende a fondura que caracteriza toda a obra deste artista, unha oportunidade única para reflexionar, dende a arte, sobre o noso tempo presente. Formada por varias instalacións, unha vídeo proxección, e tres series de fotografías, a mostra consta de tres partes perfectamente diferenciadas na montaxe da Fundación Eugenio Granell: unha instalación feita especificamente para o espazo do Pazo de Bendaña, e outras dúas instalacións que foron o xerme desta mostra, ambas baixo o título xenérico de Maldita Europa. O talante máis universalista das instalacións, contrasta coa especificidade das series fotográficas, que atinxen en concreto a lacras da sociedade contemporánea como a violencia de xénero, a violencia infantil ou a inmigración.terça-feira, março 11, 2008

nventou o unilateralismo de Wáshington nin causou a fenda transatlántica entre Estados Unidos e Europa. É verdade que reforzou ambas tendencias, pero as súas verdadeiras causas están en factores históricos obxectivos, en especial o feito de que Estados Unidos é a única potencia mundial desde 1989 e Europa se debilitou a si mesma. Mentres Estados Unidos siga sendo a única potencia mundial, o seu próximo presidente non poderá nin quererá cambiar o marco esencial da política exterior dese país. Non hai dúbida de que será importante quen obteña a Casa Branca: un candidato de quen sexa esperable que continúe a política exterior de Bush ou alguén disposto a empezar de novo. No primeiro caso, a brecha transatlántica profundarase de forma radical. Catro -ou ate oito- anos máis de política estadounidense como a de Bush farían tanto dano á esencia da alianza transatlántica que poderían pór en perigo a súa propia existencia. Se, pola contra, o próximo presidente se compromete a emprender unha nova dirección, a política exterior estadounidense podería volver ser máis multilateral, máis centrada en institucións e alianzas internacionais e máis disposta a devolver a relación entre a forza militar e a diplomacia ás súas proporcións históricas. Esta é a parte positiva. O malo é que, ate nunhas circunstancias tan prometedoras, Estados Unidos, como potencia mundial, non renunciará á súa política de "man libre" nin esquecerá a súa forza e a súa posición de superioridade entre todos os países. Outra mala (ou boa?) consecuencia é que unha política máis multilateral de Estados Unidos aumentará a presión para que os europeos asuman máis responsabilidade nas crises e as resolucións de conflitos internacion
ais: en Afganistán, Irán, Iraq, Oriente Próximo, Transcaucasia e Rusia, así como á mantenta do futuro de Turquía. A estas prioridades comúns, os europeos deberían engadir África, o cambio climático e a reforma de Nacións Unidas e o sistema comercial mundial. Europa menosprezou durante moito tempo o seu propio peso, a súa importancia. O valor xeopolítico, económico e social de Europa é evidente. Pero, ademais, a integración europea dos intereses de varios Estados soberanos mediante unhas institucións comúns pode ser un exemplo para gran parte do mundo. En especial, a forma na que Europa, no seu proceso de ampliación, proxectou o seu poder para acadar unha paz duradeira en todo o continente e promoveu o desenvolvemento ao integrar economías, Estados e sociedades no seu marco institucional, podería servir de modelo para construír unha orde mundial de cooperación no século XXI. Este modelo moderno, progresista e pacífico é único e superior a todas as demais respostas actuais ás cuestións políticas fundamentais. Pero unha cousa é que poida facelo e outra cousa é que o faga. A influencia de Europa no mundo é débil polas súas disputas internas e a súa falta de unidade, que debilitan á Unión Europea e limitan a súa capacidade de actuación. Obxectivamente forte e subxetivamente enferma: así podería describirse a condición actual da UE. Este momento actual de debilidade de Estados Unidos coincide cun panorama político internacional que cambiou de xeito substancial e que se define, en gran medida, polas limitacións do poder estadounidense, a ineficacia de Europa e a aparición de novos xigantes mundiais como China e India. Con estas transformacións, segue tendo sentido falar de "Occidente"? Acho que si, máis que nunca, porque a fenda entre Europa e Estados Unidos deixa ás dúas partes moito máis débiles ante o mundo. Os excesos unilaterais de poder de Wáshington ofrecen a oportunidade de empezar de novo nas súas relacións con Europa. Estados Unidos vai necesitar máis que nunca uns socios fortes, e estará disposto a buscalos. A que esperan, pois, os europeos? Por que non empezar xa a superar a tensión tradicional entre a OTAN e a Unión Europea, sobre todo agora que a política francesa respecto da OTAN, co presidente Nicolas Sarkozy, emprendeu a boa dirección? Para que o secretario xeral da OTAN e o responsable da política exterior da Unión Europea asistan de xeito habitual aos consellos de ambas as organizacións n
on fan falta moito tempo nin moito esforzo. Por que non iniciar consultas de alto nivel entre a Unión Europea e Estados Unidos (nas que participe o secretario xeral da OTAN cando se fale de cuestións de seguridade), por exemplo invitando ao secretario de Estado e outros membros da Administración estadounidense, como o secretario do Tesouro e o responsable da Axencia de Protección Ambiental, a que asistan varias veces ao ano ás correspondentes reunións do Consello da UE? Por que non celebrar reunións anuais do Consello Europeo co presidente de Estados Unidos? Tamén sería importante que houbese reunións periódicas dos comités correspondentes do Congreso estadounidense e o Parlamento Europeo, posto que eses dous organismos terán que ser os que ratifiquen calquera tratado internacional. A sorte do Protocolo de Kioto debería servir de lección a todas as partes implicadas. Unhas consultas deste tipo entre Estados Unidos e a Unión Europea non necesitarían ningún acordo previo, así que poderían comezar sen máis preliminares. Hai unha cousa da que os europeos poden estar seguros xa hoxe, que estamos en plena campaña electoral estadounidense: se Estados Unidos ten unha política exterior de orientación máis multilateral, Europa non poderá seguir actuando comodamente a remolque nos asuntos políticos mundiais. E iso é positivo. A nova fórmula transatlántica debe consistir en máis voz na toma de decisións a cambio dunha maior repartición de responsabilidades. domingo, março 09, 2008
terça-feira, março 04, 2008


ninguén quere saír. Entón, por que esta sensación de frustración e de desánimo que hoxe impregna o proxecto europeo, se fixemos, nos últimos cincuenta anos, algo realmente extraordinario? A explicación é complexa. Primeiro, irreversiblemente, Europa afástase do centro de gravidade do planeta. E iso é certo no político, no económico, no demográfico ou no estratéxico. Cada vez somos máis "periferia" nun mundo centrado no Pacífico (e no Índico) e perdemos relevancia xeoestratéxica, tras a caída do muro de Berlín. As ameazas á nosa seguranza colectiva xa non teñen a Europa como escenario e iso afástanos dos intereses vitais de EE.UU. Segundo, o esforzo de progresiva integración política parece ternos deixado exhaustos e tropeza cos límites dos intereses nacionais, probablemente porque ese esforzo se fixo desde os gobernos, sen involucrar suficientemente aos cidadáns que ven as institucións europeas como algo afastado, intrincado e burocrático. O terceiro é análogo, pero no xeográfico. A dixestión da última ampliación (pola que eu persoalmente loitei) está sendo moi pesada e reflíctese, entre outras moitas cousas, na merma do peso e da relevancia da Unión Europea no escenario internacional. Quen moito abarca pouco aperta. E queda un cuarto elemento: sabemos cal é o horizonte de futuro? Non é imprescindíbel sabelo con detalle. A construción europea foise facendo a base de avances sincopados e pragmáticos, pero sen dúbidas existenciais. Agora si temos esas dúbidas. Ninguén é capaz de fixar as fronteiras de Europa. O debate sobre Turquía é o máis evidente. Pero haberá que unificar criterios sobre os Balcáns, dicir se o Cáucaso é europeo, que facer con Ucraína, Moldavia ou Bielorrusia, e definir a relación con Rusia. Oxalá o novo grupo de reflexión que presidirá Felipe González sirva a este propósito. Mentres, Europa, que correu moito, como nunca na súa historia, ve con estupor e incredulidade que iso non impediu que os demais, no resto do mundo, corran máis e nos tomen distancia. Europa no diván. E a dúbida é se todo iso podémolo resolver con psicanálise freudiano (escudriñando no fondo psicolóxico dos nosos problemas) ou aplicando outras técnicas, incluído o tratamento farmacolóxico (impóndonos terapias de choque). O problema é que ninguén identifica ao médico axeitado.
apelando a que aínda eran necesarias algunhas melloras. Con todo, o día 2 de marzo a presidencia finlandesa da esta organización viuse obrigada a mandar ao seu enviado especial para tratar de mediar nun final dialogado da crise. A Unión Europea, finalmente, tamén enviou ao seu representante especial no Cáucaso meridional a desprazarse a Everán co mesmo propósito. A estabilidade da rexión é vital para a resolución do conflito conxelado de Alto Karabaj (enclave de poboación maioritariamente armenia, situado en territorio de Acerbaixán e independente de facto desde 1991), cuxa resolución abriría a longo prazo as fronteiras azeríes e turcas con Armenia, que permanecen pechadas por mor deste contencioso. Esta apertura permitiría unha certa cooperación rexional e á súa vez convertería a este Estado nun posible país de tránsito, abaratando o custo do transporte do gas azerí, kazako e turkmeno cara a Europa. A pregunta é se este conflito antecede a necesidade de democratización real dos países involucrados, ou viceversa. Ate agora, a UE parece estar máis preocupada dunha estabilidade fráxil, que de implicarse máis a fondo nunha democracia nacente, como é a armenia. Ao final, parece ser que os intereses xeoestratégicos en Rusia e en Acerbaixán suavizan as críticas occidentais a un Goberno armenio, dependente de Rusia, que ten unha posición dura, se non intransixente, no conflito de Alto Karabaj, e vagamente comprometido nunha integración afastada, por non dicir inexistente, na Unión Europea. O apoio explícito a unhas eleccións libres e xustas podería cambiar o signo do Executivo en Armenia. A posición máis flexible de Ter Petrosian en relación a este enclave implicaría unha maior presión sobre o Goberno azerí para que aumente o seu compromiso, que podería resultar negativo a curto prazo para o comercio entre Acerbaixán e algúns Estados membros da Unión Europea e, desde logo, cunha Rusia que perdería o seu feudo no Cáucaso. Con todo, o maior problema dunha xeopolítica que só retóricamente defende a democracia é que a miúdo non ten en conta as frustracións e as necesidades reais da xente, algo que pode derivar en consecuencias contrarias ás pretendidas: en forma de inestabilidade e violencia, como está ocorrendo estes días. sábado, março 01, 2008

Europa e a independencia
Por Vicent Partal
No século XIX apareceron en Europa nove estados novos. E do principio do século XX á Segunda Guerra Mundial, dezaseis. En cambio, dende a fin da Guerra Mundial até a caída do muro de Berlín, Europa só viu nacer catro estados novos (Islandia, Malta e as dúas alemanias). Aqueles corenta anos fixeron pensar que o nacemento de novos estados era cousa do pasado. Mais na década dos noventa volveron aparecer: trece. E no que vai de século xa xurdiron tres, contando o caso cosovar. Con estes números na man resulta ridículo facer crer que unha fronteira europea, sexa a que sexa, non vai cambiar nunca.
Nos anos setenta, no tránsito do franquismo á monarquía, atopabámonos no punto máis alto da anomalía na que viviu Europa dende a guerra fría. Mover unha fronteira naquel clima de ataque nuclear inminente entre as dúas potencias equivalía a mover as esferas de influencia e desencadear máis tensión. Por iso, a hipótese da independencia era imposíbel. Mais abondou coa caída dun dos contendentes, a Unión Soviética, para volver á normalidade. É certo que a algúns custoulles moito aceptalo. A Unión Europea, por exemplo, ameazou formalmente a Lituanía advertíndolle que nunca entraría se rachaba coa URSS. A realidade impúxose e hoxe, por exemplo, a lituana Dalia Grybauskaité é comisaria europea, e non unha calquera, senón a encargada dos orzamentos comunitarios.É verdade que dende a caída do mura até hoxe Europa viu aparecer novos estados na antiga zona oriental, coa única excepción da unificación alemá. Mais tamén o é que este proceso normalizou completamente o independentismo. Toda Europa sabe que calquera país pode ser independente e, se o fai, máis tarde ou máis cedo vai pasar a formar parte da Unión Europea. Dos 26 membros da “comisón Barroso”, sete son cidadáns que veñen de estados que non existían cando a Unión Europea comezaba a tomar forma no Tratado de Roma. E este é un detalle que paga a pena ter en conta á hora de entender a celeridade e normalidade coa que Europa saudou a aparición do novo estado cosovar.O medo de EspañaEspaña foi o único estado grande que se negou a recoñecer a nova realidade, por medo a estabelecer un precedente que poida acabar rebotando cando os vascos exerzan a autodeterminación ( se a hipótese do actual goberno vasco é correcta, isto sucederá na vindeira lexislatura). Neste sentido é curiosa a reacción británica, claramente favorábel, no só a Cosova, senón á democracia. Cando algúns lle preguntaban a algúns representantes británicos se non tiñan medo de que Escocia seguise o mesmo camiño, a resposta era invariábel: Se o pobo escocés quería a independencia, Gran Bretaña non ía impedilo. E xusto é dicir que, aínda que o obstaculizase, xa veriamos o que acontecía, porque Europa deu esta semana un paso adiante monumental. Europa vén de patrocinarlle a independencia a Cosova unha independencia que nin Serbia, nin Rusia nin un membro tan importante como España aceptan. Isto é unha gran nova, de primeira magnitude.A partir de agora haberá quen diga que xa está, que o mapa xa está refeito e que ninguén máis poderá ser independente. Mais non hai ningún analista serio que non saiba que aínda hai independencia por activar en Europa antes de que a estabilidade do continente sexa completa e indiscutíbel. Escocia, as illas Feroe, Euskadi, Flandres, Valonia ou nós mesmos somos realidades que se debuxarán con normalidade no novo mapa europeo, se queremos. Porque nos anos setenta reclamar unha modificación de fronteiras era ir contra o mundo, pero hoxe quen obstaculiza a vontade popular é o que vai contra o mundo. Esta é a razón pola que España quedou soa, con Serbia, mirando de parar o reloxo da historia.
Vicent Partal (Bétera, 1960). Fundador e director do xornal electrónico VilaWeb, creado en 1995. VilaWeb conseguiu converterse nun medio dixital de referencia e líder de audiencia en lingua catalá.
segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Europa debe promover a democracia
Por Timothy Garton Ash
Hai uns días, o ministro británico de Exteriores, David Miliband, pronunciou un excelente discurso no que explicou por que a promoción da democracia é un asunto demasiado importante para deixalo en mans dos neoconservadores estadounidenses. Os liberais, progresistas e socialistas británicos e europeos (que cada un escolla a súa propia etiqueta) tamén deberían contribuír. Esas non foron as súas palabras exactas, pero a mensaxe quedou clara. É un asunto demasiado importante para deixalo en mans dos neoconservadores de EE UU Unha sondaxe mundial de Gallup reflexa que 8 de cada 10 persoas (9 en África) desexan vivir nunha democracia. O reto da UE é que facer cos veciños que nunca van ser membros, como Tunisia, Marrocos e Exipto. O mellor instante da velada produciuse cando un estudante chinés do Saint Hugh's College, en Oxford, onde o ministro estaba pronunciando a súa conferencia en honra de Aung San Suu Kyi, levantouse e dixo que a China parecen irlle bastante ben as cousas, grazas, e que está experimentando avances económicos e sociais sen necesidade de democracia, así que "para que molestarse?". Miliband respondeu que non se trata de que os demócratas occidentais se dediquen a molestar aos demais coa nosa idea do que máis lles convén, nin moito menos a imporlla. Trátase de dar unha resposta ás poboacións que están preocupadas pola falta de democracia nos seus propios países e loitan para obtela. Xente fastidiosa como Aung San Suu Kyi e outros activistas demócratas birmanos menos coñecidos, líderes estudantís, autores de blogs e xornalistas, todos eles en prisión ou en arresto domiciliario, cuxos nomes -Tin Oo, Ou Win Tin, Min Ko Naing, Ko Ko Gyi, Nay Myo Latt, Ou Htin Kyaw- leu, nunha retahíla conmovedora, ao acabar o seu discurso. É posible que por agora non sexan máis que unha minoría no seu país, pero son unha minoría que comparte os nosos valores -valores universais, subliñou o ministro, non só valores occidentais-, así que debemos apoiarlles. E detrás desa minoría valente existe seguramente unha maioría silenciosa: segundo unha sondaxe mundial de Gallup, oito de cada dez persoas desexan vivir nunha democracia, unha cifra que se converte en nove de cada dez en África. Os autodenominados "realistas", os afeccionados á realpolitik de Kissinger, equivócanse ao dicir que, neste aspecto, os nosos intereses e os nosos valores están en conflito. Os valores e os intereses poden ser contraditorios a curto prazo, pero, a longo prazo, non existe mellor forma de garantir os nosos intereses fundamentais -paz, seguridade e desenvolvemento, ademais de liberdade- que a difusión da democracia liberal e rexida por leis (as electocracias non liberais como Rusia son outra cousa, e, de feito, poden ate empeorar as cousas). Ata aquí, nada que obxectar. Pero o argumento do político e intelectual británico ten dous inconvenientes. O primeiro é que o relaciona coa intervención en Iraq. Talvez, para un ministro británico de Exteriores, é de rigor mencionar de pasada as eleccións provinciais en Iraq como exemplo de "democracia incipiente" (por incipiente enténdase morta antes de nacer, e por democracia, electocracia non liberal); pero chamar ao extraordinario florecemento da resistencia civil que se produciu o ano pasado en Birmania "reforzo civil" é un erro
gratuíto. Miliband acuñou esta expresión no blog que mantén dentro da páxina web do ministerio hai unhas semanas, e é evidente que lle gusta, aínda que só sexa polo orgullo de habela creado. Pero debería abandonala de forma inmediata. Sexa cal for a súa intención, o que consegue é equiparar a valerosa acción non violenta dos monxes e opositores birmanos que loitan pola democracia ao seu xeito, no seu propio país, co "reforzo" militar do xeneral David Petraeus en Iraq, coma se fosen dúas caras da mesma moeda. No canto de ser unha alusión enxeñosa, é practicamente un insulto para os heroes cívicos birmanos cuxos nomees leu en voz alta. Ademais alimenta a reacción, tan estendida en Europa, de pensar que promoción da democracia significa Iraq, e, xa que logo, hai que aborrecerla. Porque unha das maiores fazañas de George W. Bush é que case conseguiu dar mal nome á democracia. Como afirma Thomas Carothers, da institución Carnegie Endowment de Wáshington, DC, nun folleto recente, é preciso "descontaminar" a promoción da democracia deste efecto Bush. E unha expresión como "reforzo civil" consegue o resultado oposto. A imposición da democracia, ou algo que chamamos democracia, tras unha intervención militar levada a cabo, sobre todo, por outros motivos, é moi distinta da promoción pacífica da democracia, que, como observou o propio Miliband, necesariamente "crece na terra do país" en cuestión. É, coma se dixésemos, a diferenza entre pór fertilizante para alimentar unha herba fráxil e pór herba artificial nunha terra conquistada. O segundo problema do discurso de Miliband en Oxford é doutro tipo. Dado que está recentemente chegado ao cargo e ao tema, é lóxico que aínda non pense con coidado en que faría verdadeiramente falta para promover a democracia de forma eficaz e por medios pacíficos. Cando o faga, e se se atreve, non terá máis remedio que falar máis de Europa. O Reino Unido pode facer pouca cousa por si soa. Para influír de verdade na evolución interna doutros países sen que haxa unha ocupación fai falta un esforzo sostido e coordinado do maior número posible das democracias máis ricas coas que teñan unha relación máis estreita. Miliband mencionou cinc
o principais formas de promover a democracia: medios de comunicación libres, apertura económica e financeira, axuda ao desenvolvemento, incorporación a "clubs" como a UE e a Organización Mundial de Comercio e, para rematar, "o poder duro das sancións selectivas, os procesos penais internacionais, as garantías de seguridade e a intervención militar" (un batiburrillo que está pedindo a berros que o desfagan). A UE é un actor fundamental, polo menos, en tres destes elementos. Logo de falar da necesidade dunha "política de estreita veciñanza" máis forte para a UE, referiuse á capacidade de atracción da Unión. É verdade, e esa é a solución a longo prazo para Kósovo (que seguramente proclamará a súa independencia este domingo) e Serbia (que seguramente reaccionará con indignación, ata tras a reelección do presidente Boris Tadic, máis proeuropeo). Pero o reto máis xeral ao que ten que enfrontarse a UE é que facer cos veciños que nunca van ser membros, países como Marrocos, Tunisia e Exipto. O que necesitamos non é unha política única europea de promoción da democracia, senón un enfoque común europeo da promoción da democracia. Os países europeos non teñen por que facer sempre as mesmas cousas, e, desde logo, a democracia vai lista se a deixamos en mans da Comisión Europea; pero o que si necesitamos é unha visión compartida do que estamos tratando de lograr no país veciño X ou E e de como é posible conseguilo. Poida que o máis prometedor sexa, por exemplo, centrarse nestes momentos no imperio da lei e os dereitos da muller en Marrocos, a independencia dos medios de comunicación en Exipto, etcétera. Entón é unha vantaxe, e non unha debilidade, que haxa ata 27 embaixadas de países europeos, máis a delegación da UE, máis unha serie de fundacións europeas, que pon en práctica unha mesma estratexia xeral de distintos xeitos. Ás veces, uns liliputienses cun milleiro de fíos poden máis que Gulliver. Ningún destes dous problemas do discurso de Miliband en Oxford é insuperable: só ten que dicir menos cousas sobre o primeiro e máis sobre o segundo. Foi un excelente comezo. Mentres tanto, poderiamos oír, por favor, que visións teñen outros ministros de Exteriores europeos sobre a promoción da democracia? Debería ser un tema moi querido para Bernard Kouchner, e a metade dos Estados membros actuais da UE, desde España ata Estonia, teñen aínda na memoria o recordo recente tanto de loitar en primeira liña pola democracia como de haberse beneficiado do apoio externo. Saben do que falan.
El País (17.02.08)
quinta-feira, janeiro 24, 2008



